30 de jan. de 2010

Sobre o Copo Transbordante

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É, não tem jeito. Acho que algumas pessoas são predestinadas a amar. Elas não escolhem quem, nem quando, nem a razão. Elas simplesmente amam. Amam de uma forma tão angustiosa, que algumas vezes  pensam que amam tanto e, de tanto pensar que amam, acabam realmente amando. 1 ano e 5 meses. É tempo suficiente? Fato é que você ainda está aqui, quando me deito. Está aqui quando me levanto. É, eu prometo pra mim mesmo nunca mais postar nada desse tipo. Mas é o único meio que eu encontro de esvaziar esse copo cheio que carrego dentro de mim. Copo. Cheio. Do que está está cheio, não sei. Mas é algo que não se pode derramar em qualquer um. Só em você. É só em você que ele quer ser derramado. Mas você se recusa a aceitar o conteúdo do copo. Você se recusa. Nada mudou. Nunca mudou. Está na mesma. E eu sei que depende de mim fazer essa mesmice ser diferente. 

23 de jan. de 2010

Sobre Pau Mole

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Adoro pau mole
Assim mesmo
Não bebo mate
Não gosto de água de coco
Não ando de bicicleta
Não vi ET
E a-d-o-r-o pau mole
Adoro pau mole,
Pelo que ele expõe de vulnerável e pelo que encerra de possibilidade
Adoro pau mole
Porque tocar um pressupõe a existência de uma intimidade e uma liberdade que eu prezo e quero, sempre.
Porque ele é ícone do pós-sexo
(que é intrínseca e automaticamente - ainda que talvez um pouco antecipadamente)
Sempre um pré-sexo também
Um pau mole é uma promessa de felicidade sussurrada baixinho ao pé do ouvido
É dentro dele,
Em toda a sua moleza sacudinte de massa de modelar,
Que mora o pau duro e firme com que meu homem me come.


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Sobre o Arroz Com Feijão de Cada Dia

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Eram 20h00. Tédio da vida. Entrei no quarto, acendi a luz, tranquei a porta, deitei na cama e dormi. Quando acordei, o relógio marcava 22h30. Levantei de mal-humor. Coloquei a água pra ferver com uma colher de manteiga. Peguei uma cebola e um alho. Uma faca. A tábua de corte. Um gole de água na boca, sem engolir. Ajuda a não lacrimejar com a cebola. Piquei-os. Quando fui levantar pra colocá-los na frigideira, a toalha da mesa enroscou-se em meu joelho (não sei como), e a tábua com todos os pequeninos alhos e cebolas picados foram-se por terra... Fui gritar mas a água ainda estava na minha boca. Engasguei, fui tossir na pia. Faltou o ar. Voltei, peguei todos os pedacinhos de alho e cebolo que tinham caído na cadeira e arremessei-os no chão. Pisei em cima. Peguei outro alho, outra cebola. Novamente o mesmo procedimento. Piquei-os. Enfim, fritei-os em fogo baixo. Coloquei o macarrão na água fervendo. Refoguei um pouco de carne-moída,  um bocado de milho e ervilha. Despejei o molho de tomate pronto. Temperei. Coloquei um bocado num prato, e com um copo de refrigerante, ingeri. Só depois de bem comido, lembrei que não era pra eu ter jantado. Vomitar não estava em meus planos. Estava sem ânimo, sem forças e sem saco pra isso. O jeito era esperar a comida sair naturalmente, pra me sentir mais vazio. É. Esperarei.

9 de jan. de 2010

Sobre Minha Filosofia de Vida

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Again, again, again, again, again, again, again, again, again...

Até que se GOZA.



- Daniela Sampaio: " Digno."

Sobre Coisas Imprestáveis

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Arrumava a bagunça organizada do meu quarto. Muitos papéis, coisas imprestáveis. Achei um caderno. Na última folha, uma frase escrita. Datada com dia, hora e local.




" O tempo passa no relógio
E eu só penso em você
Medo...
Medo do tempo passar rápido demais,
e eu te perder ".


" O amor é como um deus que, quando quer, me toma todo o pensamento. Dirige os meus movimetos e meu pulso, esse todo-poderoso sentimento..."

(28/08/08, quarto, 01h04)

Sobre o Terceiro Sonho

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               É raro eu sonhar com você. Passo o dia todo pensando em você, acho no sono um aliado; só morrendo por algumas horas pra te esquecer... Com certeza devo ter sonhado muitas vezes; mas três sonhos me marcaram, três que eu me lembro bem... Não vou falar a respeito deles; talvez um dia eu te conte como foram... O terceiro se deu essa semana, na noite de quarta para quinta-feira... Lembro ter acordado assustado, abri os olhos e levantei a cabeça num sobressalto... Depois senti uma amarga decepção; coloquei a cabeça no travesseiro, com os olhos que se umedeceram momentâneamente... O sonho se passou no Galpão das Artes. Eu estava lá. A Carla estava lá. O telefone estava. O telefone chamando. Carla atendendo, me passando o telefone. Eu ouvindo tua voz... Você disse as coisas mais doces do mundo... Foi assim. Só um sonho.

2 de jan. de 2010

Sobre Burrice Meninice Criancice

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Pra quê? Pra que tentar ser gentil, tentar ser carinhoso, tentar mostrar que se importa? Não que eu não seja gentil, não que eu não seja carinhoso, não que eu não me importe... Mas pra que, se você não nota (finge que não nota), se você sempre se limita ao mesmo estilo de comentários? Eu te amo. Não é somente paixão que me faz delirar nas noites em claro, não é somente paixão que me faz pensar em você a todo minuto do dia, não é somente paixão que me faz querer esbarrar com você em toda esquina, mesmo sabendo que você está longe... É mais que paixão. Como saberei que é AMOR? Se eu nunca amei ninguém, como saber o que é? Pensei em você a todo minuto, chorei por você todos os dias, por mais de um ano... Não é amor isso? Pra que ter teu nome como senha de e-mails? É burrice, meninice, criancice! Era pra ser simples. Esquecer um relacionamente que acabou. Mas não é fácil, na prática. Poderia ser mais fácil... Sim, admito. Poderia ser mais fácil, se eu conseguisse apagar essa faísca de esperança que ainda me queima o peito... Sim, esperança. Espero crescer... Talvez assim você voltasse atrás. São só alguns dígitos... Que diferença faz? Pra quê, se só ganho frios diálogos MSNotivos? Pra que, se eu ainda te amo?