28 de set. de 2009

Sobre Uma Louca Tempestade

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" Eu quero partir de manhã. Eu quero seguir a estrela. Eu quero sentir o vento pela pele, um pensamento me fará: Uma Louca Tempestade..."

Choveu hoje. Forte. Uma tempestade. Louca. Uma louca tempestade. Mas antes acontecesse como diz a música:

" Eu quero ser uma tarde gris. Quero que achuva corra sobre um rio. O rio que por ruas corre em mim. As águas que me querem levar tão longe... Tão longe que me façam esquecer de ti."

A chuva não correu sobre um rio... O rio não passou por ruas em mim... As águas não me quiseram levar tão longe... E não; eu não esqueci de ti.

Sobre o Texto de Daniela Sampaio

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- Qual é a música mais bela do mundo?

- ...Outra Vez, de Roberto Carlos.

- Mas, por quê?

- Ah... Porque ela não é só “bela”. Ela não carrega os versos para que soem harmonicamente (ou, talvez, só um pouco). As estrofes não nasceram para ser uma rosa, de bonito aspecto e suave odor.

Esta canção carrega uma verdade absurda. Verdade, esta que, em confissão, admito não ter a coragem de repassar com tamanha garantia de palavra como ela fez.

Pretensiosamente, digo que o que me encantou foi a verdade, nessa letra de letras quase que desabadas sobre o papel. Não há nada mais que me chame tanta atenção, que não ela.

A verdade é linda.

Dura que é, fria que é, difícil que é... Carrega a beleza, cada vez mais rara, do mundo.

Alí, ela aconchega a história, a emoção, o devaneio - para poder guardá-los em si.

Disse o que disse e colocou a alma a tapa! Quem não riria de um galanteador apaixonado?

Porém, só amor é testemunha de tudo que passou antes de sua morte... só para nascer mais uma vez.

Disse todo esse rio pelo qual passou, toda essa dor da qual sentiu, toda essa saudade da qual sofreu, todo esse amor do qual morreu, E DISSE MAIS!

... Ela amaria tudo outra vez.

E pode até não ser a música mais bela do mundo, mas é a mais bela pra mim. E isso, basta.

20 de set. de 2009

Sobre Recolher os Cacos

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Tem tanta coisa por aí afora, que eu não consigo parar de querer experimentar. E não acaba nunca. Tem tanta coisa "aqui dentro", que uma hora, de tão grande, explode. E só no palco eu recolho os cacos.

Katia Manfredi

17 de set. de 2009

Sobre Textos com Interpretações Ambíguas

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          Eu estava lendo a postagem anterior, e achei coisas que nem tinham passado pela minha cabeça, quando escrevi. Quando escrevi, estava deitado, e veio à minha cabeça uma cena: a cena de um homem se debatendo contra uma parede; levantei, peguei o caderno e tentei descrever isso. Escrevi. Li. Quando reli novamente, achei que falta alguma coisa: o contexto; mas que já estava quase tudo pronto, tudo dizia por si. Quando escrevi: "Cego, se dirigiu para o banheiro" ; não pensei na possibilidade de ele ser/estar cego literalmente. Quando cogitei isso, boa parte das coisas já se esclareceram. No final, ELA diz: "Eu sei, porque eu vi". Esclareceu-se mais ainda! Cogitei que ele teria/poderia ter ficado cego, e não visto algo, ou visto e ter ficado cego depois. E ELA, que não chegou a ficar cega, viu tudo, por isso sabe que tudo já passou.
          Gosto de textos com ambíguas interpretações. Cada pessoa tira o que entendeu, o que ficou pra ela. Por isso o texto anterior vai ficar assim mesmo. Intacto. Tudo se diz por si só. O contexto, os onde, como, quem, cada qual interprete como quiser. Gosto disso.

16 de set. de 2009

Sobre Textos

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     Cego, se dirigiu para o banheiro. Entrou, ignorou sua imagem no espelho e apoiou ambas as mãos na parede. Sôfrego, com as sobrancelhas arqueadas, a boca seca e entreaberta, o rosto desfigurado numa expressão incompreensível; começou a esmurrar a parede, chutava, socava e debatia-se contra a mesma, gritando... ELA entrou ágil e desesperadamente, olhou-o por um segundo e logo atendeu ao primeiro impulso de acalmá-lo; em vão tentou afastá-lo da parede, mas ele parecia odiá-la e freneticamente a espancava.
     Suas mãos já sangravam e as veias do pescoço ameaçavam saltar pra fora da garganta a qualquer momento... ELA segurou-o firme, puxou-o com toda sua força para longe da parede, mas ele desvairado parecia não senti-la, e explosivamente continuava a gritar e se debater. ELA desesperava-se e finalmente conseguiu segurar suas mãos tresloucadas. Ele parou aos poucos, os gritos se transformaram em gemidos e, chorando, chorando abundantemente, chorando explosivamente, agarrou-se ao pescoço dela. Caíram no chão, ELA encostou-se na parede e o abraçou. Disse:
     – Calma... Já passou.
     Ele ainda chorava... Chorava e gritava; soluçava. Olhou pra ELA, e em voz baixa, rouca e tricotada, perguntou:
     – Como você sabe?
     ELA apenas olhou pra ele, acariciou-lhe e lhe comprimiu contra o peito... Assim... Ficou assim até que os soluços cessaram, bem devagar... Olhou novamente para ele, disse:
     – Eu sei, porque eu vi.

13 de set. de 2009

Sobre Versos

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Eu te quero
de um querer queimante
nada, nem ninguém, pode mudar
o que sinto ao ver o teu semblante.

Sinto meu peito pulsar oprimido
Sinto-me acuado, pecador
É crime, eu sei, ser tão desinibido...
Mas... que posso fazer se ao te ver
fico assim... estarrecido?

5 de set. de 2009

Sobre "Pecados Íntimos" (Little Children)

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           Hoje fui devolver "O Leitor", que eu tinha alugado ontem; resolvi alugar mais um. Achei outro, também da Kate Winslet. Sim, gosto dela. "Pecados Íntimos", é o nome do filme. Recebeu três Indicações ao Oscar. Kate Winslet foi Indicada ao Oscar de Melhor AtrizJackie Earle Haley ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante, o filme também foi Indicado ao Oscar de Melhor Roteiro Adaptado. Gostei do filme. Eu não assisti aos demais filmes que foram Indicados na Categoria de Melhor Atriz, por isso não posso discutir que Helen Mirren, que foi a vencedora pelo filme "A Rainha", não merecesse, e que o Oscar era pra ter ido pra Kate. A cena em que ela larga a filha no balanço, pra ir conversar com o pedófilo, e quando se volta a filha desaparece... É.  

Sobre Ouvir Ana Carolina de Madrugada

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Madrugada. Já é sábado. Eu tava lendo algumas coisas na Internet e ouvindo Ana Carolina. "N9ve". CD novo. Sim, eu comprei. Não, não tive pena de gastar R$19,99 para comprar N9ve, que saiu com 99.999 cópias de tiragem. Se é bom? É. São nove músicas. Sim, de início eu também pensei que ela sofria de T.O.C. (Transtorno Obsessivo Compulsivo), mas não, deve ser só viadagem... ou... lesbicagem.  

4 de set. de 2009

Sobre Conjuntivite e Filmes

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          Acabei de montar esse blog. Sobre o quê, especificamente, vão se tratar os textos aqui postados eu não sei (e nem quero) especificar. Costumo, e pretendo, escrever sobre tudo um pouco. Eu tô com conjuntivite. Há mais de duas semanas. Sim, é muito ruim. Procuro ocupar meu tempo com tudo que eu puder fazer. Hoje cismei de assistir um filme. Já tinha alguns títulos em mente, mas resolvi dar uma pesquisada na Internet pra ver se o que eu pretendia ver valeria mesmo a pena, e ver se achava também outros títulos interessantes. Fui à locadora,  e aluguei "O Leitor", e pretendia pegar outros, mas os dois ou três filmes que eu tinha em mente, eles não tinham. Uó. Levei somente esse. Muito bom! Recomendo. Kate Winslet ganhou o Oscar de Melhor Atriz.
         Quando um filme é Indicado ou Vencedor de algum Oscar, geralmente acham que o filme, ou a atuação, etc., sejam muito bons. Eu não estou dizendo que não sejam, estou dizendo que nem sempre condizem com o que o determinado filme, ou a determinada atuação mereçam. Concordo que na maioria das vezes, é uma coisa merecida, como foi o caso da Marion Cotillard, que ganhou o Oscar de Melhor Atriz, no filme "Piaf - Um Hino ao Amor", em 2008, que é uma biografia da cantora francesa Edith Piaf. Uma interpretação fantástica, única. O filme pode ser até um pouco cansativo. Triste. Mas gosto da produção como um todo. Ganhou também o Oscar de Melhor Maquiagem. Ai.