Sabe o que é prometer a você mesmo jamais voltar a um lugar, e depois de 1 ano e 2 meses voltar? Evitei ao máximo minha aproximação. Mantive distância. Voltar, seria reviver o passado. Reviver o passado é sofrer. Sofrer mais ainda. Sofrer mais do que se merece. Sofrer mais do que lhe é suportável. Mas chega uma hora que você se cansa. Você se cansa de tudo, de todos. Pergunta o motivo de se afastar daquele lugar, já que não há mais motivos. Já que tudo acabou. Não, não vai mais voltar. Quando você se pergunta isso, você vê que já se passaram 1 ano e 2 meses e que, outros símbolos que quando tudo era recente te incomodavam, já passam despercebidos. Mas que o símbolo principal, aquele que você nem pode ouvir o nome, não pode se lembrar da merda do filme que foi visto naquele dia, esse símbolo ainda te incomoda.
Mas você tem que vencê-lo. Passar por cima. E é quando se vai com sua melhor amiga, dois dias seguidos, ver o mesmo filme. Não, não é o mesmo filme de 1 ano e 2 meses atrás. Nenhum cinema exibe o mesmo filme por 1 ano. Cinema. É tão clichê. Mas o que não é? Amar é um clichê, não se foge disso. Mas o pior, é você achar que tem peito pra encarar o símbolo, pra bater de frente, e quando se encara, recua desesperado. Mas já é tarde. O filme começou. Sua amiga está bastante empolgada. Você nem ia entrar, chegou na porta mas, quando ia comprar os ingressos, recuou. Só comprou pela amiga. Amizade é tudo, só amizade pra superar as piores coisas. E também por que não? Se eu não for me divertir, pelo menos ela vai se divertir, e eu vou me libertar desse símbolo. E pra provar pra si mesmo que se libertou, vai-se no dia seguinte outra vez. Mas vê-se que não se libertou. Porque não é recuperando o trauma do lugar que você vai se ver livre. Não quando se está trancado. E eu estou. Por dentro de você.
Isso que acabei de contar ocorreu na semana passada. Hoje, na escola, selecionaram alguns alunos e os levaram para assistir uma Palestra na Câmara Municipal. Entre os selecionados estávamos eu e minha amiga. Até que não foi tão ruim quanto esperávamos. Teve uma ocasião que ri. Ri muito. Acho que foi uma das risadas mais gostosas da minha vida. Um ataque. Um ataque mesmo, durou cerca de 1 minuto. 1 minuto rindo, e tentando segurar o riso, pois estava-se em um lugar formal. Mas aquela menina era muito feia! Muito. Parecia um Elfo. E ri, ri mesmo.
Quando chegou a noite, entrei na Internet. Você puxou assunto comentando sobre minha frase. Conversa vai, conversa vem... Há 1 ano e 2 meses. Tô cansado! Não foi a ida ao cinema que me fez esquecer. Isso talvez, porque não é pra esquecer. Devo esquecer. Quero e não quero esquecer. Só sei que encerrei a conversa com um comentário muito, muito ruim. Massacrei-me. Baixei a cabeça e não levantei mais. Não queria ver a sua resposta. E quano finalmente levanto a cabeça, você não respondeu nada. Ia sair, então você responde. Diz-me " igualmente, meu jovem ". Eu que tinha dito " saiba que ainda me importo com você ". Cinco ou seis lágrimas volumosas. E só. Fiquei seco. Ultimamente tenho estado muito seco. Preciso te ver. Sinto sua falta, por mais que eu saiba que te vendo ficarei mal por dias. Mas quero te ver e me obrigar a ficar bem. Só assim, forçando, talvez consiga algum progresso. Algum progresso que venho tentando e fracassado. Lembrei que tinha chocolate na bolsa. Comi metade da barra. Minha intenção era ficar bem. Mas o chocolate libera a cerotonina, e isso não me faria ficar ainda mais apaixonado? Não sei. Vou comer a outra metade. O resultado digo depois.
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