23 de jan. de 2010

Sobre o Arroz Com Feijão de Cada Dia

.


Eram 20h00. Tédio da vida. Entrei no quarto, acendi a luz, tranquei a porta, deitei na cama e dormi. Quando acordei, o relógio marcava 22h30. Levantei de mal-humor. Coloquei a água pra ferver com uma colher de manteiga. Peguei uma cebola e um alho. Uma faca. A tábua de corte. Um gole de água na boca, sem engolir. Ajuda a não lacrimejar com a cebola. Piquei-os. Quando fui levantar pra colocá-los na frigideira, a toalha da mesa enroscou-se em meu joelho (não sei como), e a tábua com todos os pequeninos alhos e cebolas picados foram-se por terra... Fui gritar mas a água ainda estava na minha boca. Engasguei, fui tossir na pia. Faltou o ar. Voltei, peguei todos os pedacinhos de alho e cebolo que tinham caído na cadeira e arremessei-os no chão. Pisei em cima. Peguei outro alho, outra cebola. Novamente o mesmo procedimento. Piquei-os. Enfim, fritei-os em fogo baixo. Coloquei o macarrão na água fervendo. Refoguei um pouco de carne-moída,  um bocado de milho e ervilha. Despejei o molho de tomate pronto. Temperei. Coloquei um bocado num prato, e com um copo de refrigerante, ingeri. Só depois de bem comido, lembrei que não era pra eu ter jantado. Vomitar não estava em meus planos. Estava sem ânimo, sem forças e sem saco pra isso. O jeito era esperar a comida sair naturalmente, pra me sentir mais vazio. É. Esperarei.

Um comentário:

  1. 'kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.... Adorei esse texto, o autor foi criativo! Pois uma pitada de humor num texto inteligente de um diário do cotidiano. rs; Parabéns!!!

    ResponderExcluir